ITÓRIA DO POVO BRASILEIRO: APROVADO O FIM DA ESCALA 6X1!
A Central Única dos Trabalhadores - CUT Brasil, saúda a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição - PEC 221/2019 no Senado Federal, consagrando o fim da massacrante escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas no Brasil. Esta conquista não é uma concessão nem um presente das elites, ela é a vitória maiúscula da luta, do suor e da organização da classe trabalhadora brasileira!
A defesa da redução da jornada de trabalho sem redução de salários é uma pauta fundacional da CUT. Desde a nossa criação, em 1983, fincamos a nossa bandeira na luta contra a exploração e a precarização do trabalho, afirmando que o crescimento do país só faz sentido se acompanhado de distribuição de renda, trabalho decente, vida digna e democracia plena. A aprovação da PEC 221/2019 resgata esse compromisso histórico e marca um divisor de águas na superação de um modelo arcaico e cruel que suga as energias de quem realmente trabalha e produz a riqueza desta nação.
Garantir o fim da escala 6x1 é garantir dignidade, saúde, convivência familiar, tempo livre, cultura e lazer para a classe trabalhadora. É reconhecer e reparar problemas estruturais acumulados pela ganância capitalista, permitindo que a inovação e os avanços tecnológicos sirvam ao bem-estar social, e não apenas à acumulação privada. Trata-se, também, de uma vitória fundamental para as mulheres trabalhadoras, em especial as mulheres negras, historicamente sobrecarregadas pelas duplas e triplas jornadas de trabalho e do cuidado.
Esta conquista histórica é a demonstração inequívoca da força do povo brasileiro! É o resultado da união consciente de homens e mulheres, de jovens e veteranos de tantas lutas, de sindicatos e centrais sindicais, movimentos sociais e populares e de todas as organizações e pessoas que se recusaram a aceitar a imposição de uma jornada e escala de trabalho que enriquece poucos e adoece muitas pessoas.
Saudamos com muito orgulho toda a nossa base sindical, todas as dirigentes e os dirigentes de agora e os que vieram antes de nós e pavimentaram os caminhos para essa conquista; saudamos os Comitês de Luta e as Brigadas Digitais da CUT, que mantiveram a chama acesa nos locais de trabalho, nas ruas e nas redes e nos ajudaram a aperfeiçoar nosso diálogo e nossa atuação com a sociedade brasileira. Saudamos o Governo Federal do presidente Lula pela coragem de enviar essa PEC para o Parlamento Brasileiro e todos os parlamentares que defenderam e votaram favorável a esse direito.
A aprovação da PEC no Senado é um passo gigantesco, mas a nossa caminhada não para aqui. A CUT reafirma o seu compromisso histórico e inegociável com todas as pessoas que vivem do trabalho e assume desde já o papel central de fiscalizar a rigorosa implementação da PEC 221/2019 em cada local de trabalho, em cada categoria e em cada convenção e acordo coletivo de trabalho. Não permitiremos recuos ou manobras que venham a burlar este direito conquistado com tanta luta!
Convocamos todo o povo brasileiro a celebrar essa conquista histórica e, ao mesmo tempo, a se manter animado, organizado e mobilizado, ocupando todos os espaços da sociedade, nas ruas, nas cidades, no campo, nas águas, nas florestas e nas redes sociais, exercendo com firmeza o direito à atuação política e à transformação social do nosso país. Quando a classe trabalhadora se une e luta, ela vence e todo o Brasil ganha!
Trabalhar menos, trabalhar todos! Por vida digna, descanso e soberania popular!
Viva a Classe Trabalhadora! Viva a Central Única dos Trabalhadores!
Se é importante para o Brasil, é uma luta da CUT!
São Paulo, 14 de outubro de 2026.
Direção Executiva Nacional da CUT
O governo federal anunciou nesta terça-feira (13) um pacote de cinco medidas voltadas aos microempreendedores individuais (MEIs), com foco na redução do endividamento, ampliação do acesso a recursos para investimento, aumento do teto de faturamento e simplificação de regras para pequenos negócios.
A principal iniciativa é o envio ao Congresso Nacional de um projeto de lei complementar que prevê o perdão das dívidas acumuladas pelos MEIs com o governo federal. A proposta poderá beneficiar cerca de 3,6 milhões de microempreendedores e alcançar aproximadamente R$ 12,6 bilhões em débitos acumulados.
Ao anunciar a medida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a manutenção dessas dívidas dificulta o acesso ao crédito e o crescimento dos negócios. Segundo o presidente, a iniciativa busca permitir que os empreendedores retomem suas atividades em melhores condições.
“Nós vamos ajudar vocês a saírem do sufoco. Vamos dar oxigênio para vocês não morrerem asfixiados”, disse Lula durante a cerimônia de anúncio das medidas no Palácio do Planalto.
De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a proposta também permitirá extinguir cobranças e ações judiciais relacionadas a esses débitos, além de retirar restrições decorrentes da inadimplência, possibilitando a regularização dos empreendedores perante o Poder Público.
Outra medida anunciada é a negociação das dívidas privadas dos MEIs. O governo pretende utilizar os instrumentos do Desenrola 3.0 para comprar débitos junto a bancos e instituições financeiras. Segundo Durigan, o estoque dessas dívidas soma cerca de R$ 6 bilhões.
A operação será realizada por meio de edital e exigirá descontos mínimos de 90% por parte dos credores. A expectativa é que a retirada simultânea das pendências públicas e privadas facilite o acesso dos empreendedores a novas linhas de crédito.
O pacote também prevê a criação do Pix MEI, programa de transferência direta de recursos para investimento produtivo. A proposta é repassar até R$ 5 mil para aquisição de equipamentos e melhorias capazes de ampliar a produção, a renda e o faturamento dos negócios.
Segundo o ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Rodrigues Pereira, o recurso não terá caráter de empréstimo e será acompanhado por ações de orientação e apoio aos beneficiários para a estruturação de projetos.
Outra iniciativa é a ampliação do teto de faturamento anual do MEI, sem reajuste há oito anos. A proposta enviada ao Congresso prevê elevação para R$ 110 mil no próximo ano e para R$ 140 mil em 2028.
O governo argumenta que a atualização permitirá a expansão dos negócios sem que empreendedores precisem limitar atividades para permanecer enquadrados na categoria. Durante o anúncio, também foi mencionada a possibilidade de uma segunda contratação por parte dos MEIs.
A quinta medida é um decreto para dar segurança jurídica à não obrigatoriedade de emissão de nota fiscal em operações com pessoas físicas.
A norma busca esclarecer dúvidas surgidas durante o debate das mudanças tributárias e também alcançará os chamados nanoMEIs, grupo com faturamento de até metade do teto da categoria.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia medidas para microempreendedores individuais (MEIs) em cerimônia no Palácio do Planalto. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Ao encerrar o evento, Lula afirmou que as iniciativas resultaram de demandas apresentadas pelos próprios empreendedores e serão formalizadas por meio de projetos de lei e decretos.
“Essas soluções a gente vai encaminhando, vai transformando em projeto de lei, vai transformando em decreto.”
Segundo o presidente, o objetivo é criar condições para que mais brasileiros possam ampliar seus negócios, gerar renda e melhorar de vida.
“A palavra prosperidade não é privilégio, é direito de todo mundo prosperar.”
Fonte: Agencia Brasil
Nos próximos dias (24 e 25 de fevereiro), uma força-tarefa organizada pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) estará em Brasília (DF) para dialogar com parlamentares e ministros sobre o fim da escala 6x1 e redução salarial sem redução de salários. Delegações do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará participam da mobilização, que também conta com a Federação dos Metalúrgicos do Nordeste.
A iniciativa reforça uma bandeira histórica do movimento sindical e soma esforços com os Comerciários do DF na defesa da redução da jornada sem corte salarial. A Confederação leva ao Congresso argumentos baseados na realidade do mundo do trabalho e nas mudanças produtivas em curso, buscando sensibilizar lideranças políticas para um novo pacto social que valorize tempo de vida e direitos.
Para o presidente da entidade, Loricardo de Oliveira, o país vive um momento decisivo. “O Brasil está diante de uma escolha histórica, manter um modelo baseado na intensificação do trabalho e na compressão do tempo de vida ou avançar para um padrão de desenvolvimento que combine crescimento econômico, justiça social e bem-estar”. Segundo ele, se trata de uma agenda econômica, social e civilizatória alinhada às demandas da classe trabalhadora.
Kelly Galhardo, secretária de Políticas Sociais da CNM/CUT, entende que o fim da escala 6x1 é um divisor de águas para quem vive do trabalho. “Com essa mudança, os trabalhadores vão poder aproveitar mais a família, descansar de verdade e ainda ter uma qualidade de vida melhor. Menos estresse, mais tempo com quem se ama e mais saúde no longo prazo. É um ganho gigante para quem precisa conciliar trabalho e vida pessoal”, defendeu.
O secretário-geral da CNM/CUT, Renato Carlos, o Renatinho, destacou que a presença da Confederação na capital federal reafirma a importância de ocupar os espaços de poder. “Não basta denunciar as injustiças, é preciso estar onde as decisões são tomadas. Dialogar com quem faz a política em Brasília é fundamental para transformar as reivindicações da classe trabalhadora em projetos concretos e mudanças na legislação brasileira”, afirmou.
Segundo Renatinho, a entidade tem intensificado a articulação com parlamentares e ministros para construir uma base de apoio à pauta. “A CNM/CUT tem dialogado com diferentes bancadas e com representantes do governo para apresentar dados, experiências e propostas. É dessa forma, com mobilização e incidência institucional, que vamos avançar na redução da jornada e no fim da escala 6x1, garantindo direitos e mais qualidade de vida”, encerrou.
País registra 102,4 milhões de pessoas ocupadas e redução de mais de 1 milhão de desocupados em relação a 2023
A taxa de desemprego no Brasil permaneceu em 5,6% no trimestre encerrado em agosto, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta terça-feira (30). O índice é o mesmo registrado entre maio e julho e representa a menor taxa já apurada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), série iniciada em 2012.
O resultado confirma o nível mais baixo da história e consolida, pelo terceiro mês consecutivo, a redução no número de desocupados. Entre junho e agosto, o país registrou cerca de 6,08 milhões de pessoas em busca de trabalho, número inferior ao do mesmo período de 2023, quando 7,13 milhões procuravam uma vaga. Até então, o menor patamar da série havia sido registrado em dezembro de 2013, com 6,1 milhões de trabalhadores à procura de emprego.
Ocupação em alta
Em agosto, o Brasil contabilizava 102,4 milhões de pessoas ocupadas, o que elevou a taxa de ocupação da população em idade ativa para o nível recorde de 58,1%. Esse percentual representa um avanço de 0,5 ponto em relação ao trimestre encerrado em maio, equivalente a mais 555 mil pessoas, e de 1,8 ponto frente ao mesmo período de 2023, o que corresponde a 1,9 milhão de trabalhadores adicionais.
Segundo William Kratochwill, analista do IBGE, o crescimento do emprego tem relação direta com contratações realizadas na rede pública de ensino, especialmente na educação infantil e fundamental, durante o primeiro semestre. A maioria dessas vagas foi preenchida por profissionais sem carteira assinada e com contratos temporários. Esse grupo registrou alta de 5,5% em comparação com o trimestre anterior, mas se manteve praticamente estável (0,8%) frente ao período de junho a agosto de 2024.
Carteira assinada em expansão
O setor privado alcançou recorde de 52,6 milhões de empregados, impulsionado pelo número de celetistas (excluindo domésticos), que chegou a 39,1 milhões — o maior já registrado. Houve estabilidade em relação ao trimestre anterior e crescimento de 3,3% no ano, o que representa mais 1,2 milhão de trabalhadores. Já o contingente de empregados sem carteira no setor privado ficou em 13,5 milhões, estável no trimestre, mas com queda de 3,3% (menos 464 mil pessoas) na comparação anual.
Kratochwill observa que o aquecimento do mercado de trabalho tem alterado o perfil das contratações: “Com a menor disponibilidade de mão de obra, os empregadores precisam oferecer condições mais vantajosas, como a formalização pela carteira assinada”, afirmou.
Setor público e trabalhadores por conta própria
O número de funcionários do setor público manteve-se estável em relação ao trimestre anterior, somando 12,9 milhões. Em comparação com o mesmo período de 2024, houve crescimento de 2,7%, equivalente a mais 340 mil pessoas. Entre os trabalhadores por conta própria, que totalizam 25,9 milhões, também houve expansão nas duas bases de comparação.
Fonte:https://www.cut.org.br/noticias/desemprego-no-brasil-se-mantem-em-5-6-o-menor-da-historia-5eb5
O Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Concórdia firmou nesta Terça Feira 21/10/2025 o acordo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) com a empresa Perozin, após um processo de diálogo e negociação que contou com a participação ativa dos representantes sindicais e da direção da empresa.
O acordo, que foi aprovado por unanimidade pelos trabalhadores, representa mais uma conquista importante da categoria, reforçando o compromisso do sindicato em garantir direitos, valorização e reconhecimento do esforço coletivo de cada profissional.
Durante a assembleia realizada com os colaboradores da Perozin, os representantes do sindicato destacaram a importância da PLR como um instrumento que reconhece o empenho dos trabalhadores no crescimento da empresa e na construção de melhores condições de trabalho e renda.
O Sindicato segue firme na luta pela ampliação de direitos e pela valorização dos metalúrgicos, mantendo o compromisso de representar cada trabalhador com seriedade, transparência e responsabilidade.
O Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher, celebrado em 10 de outubro, é um momento de reflexão e mobilização em todo o país. Nesta data, o Sindicato dos Metalúrgicos de Concórdia reafirma seu compromisso com a defesa da vida, da dignidade e dos direitos das mulheres.
Combater a violência contra a mulher é defender a dignidade humana e o direito de todas a viverem com liberdade, respeito e segurança. A violência pode se manifestar de várias formas — física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial — e todas devem ser combatidas com firmeza e solidariedade.
O Sindicato reforça que a luta por igualdade e proteção é uma responsabilidade coletiva. Nos locais de trabalho, nas comunidades e dentro de casa, é preciso promover uma cultura de respeito, acolhimento e empatia.
🚨 Denuncie!
Se você ou alguém que você conhece está em situação de violência, procure ajuda:
📞 Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher (funciona 24 horas, em todo o Brasil, de forma gratuita e sigilosa).
Juntas e juntos, podemos construir uma sociedade mais justa, segura e igualitária.
✊ Sindicato dos Metalúrgicos de Concórdia – na luta em defesa da vida e dos direitos das mulheres.
Um total de 40,7 mil aposentados e pensionistas de Santa Catarina que foram vítimas de descontos indevidos em benefícios do INSS já receberam o ressarcimento por parte do Governo Federal. Os valores são pagos de forma integral, com correção pela inflação (IPCA), diretamente na conta onde o segurado recebe o benefício. Até 11 de agosto, o Governo Federal já liberou mais de R$ 1 bilhão a 1,6 milhão de aposentados e pensionistas em ressarcimentos em todo o Brasil.
Os pagamentos em Santa Catarina já superam R$ 24,3 milhões. Os aposentados e pensionistas que receberam a reparação correspondem a 62,9% do total de 64,7 mil pessoas vítimas de descontos indevidos que estão aptas a receber os valores de volta no estado. O total estimado para ressarcir todos os prejudicados é de R$ 37,7 milhões.
"O governo que investigou a fraude ao INSS está devolvendo devidamente o dinheiro que foi roubado dos aposentados e pensionistas e não vai deixar ninguém no prejuízo", ressaltou o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz.
Fonte: Gov.br